web conversa.livros1 nov18
A troca de livros entre amigos, a escrita constante enquanto processo de adaptação e aperfeiçoamento da técnica literária e a imaginação foram as recomendações que guiaram a terceira “Conversa à Volta dos Livros” com os autores de livros infantojuvenis Margarida Abrantes, Rogério Manjate e Teresa Noronha, no primeiro turno, e Antero Ribeiro, no segundo, ontem, na Biblioteca Escolar José Craveirinha. O encontro, idealizado pela professora Faira Semá, da disciplina de Português, foi mais do que uma palestra sobre a valorização da literatura, mas uma convivência mais próxima entre autores e leitores.

Na partilha de suas experiências como contadora de histórias, Margarida Abrantes descreveu o seu primeiro livro, “O Sonho da Menina”, – editado pela EPM-CELP – como uma espécie de consolo, sobretudo dos que perdem seus entes queridos, tendo, por isso, sentido “que havia ali um vazio em alguns corações ao ponto de me sensibilizar com isso”, confessou Margarida Abrantes, acrescentando que escreveu o livro “para que as crianças aceitassem a perda de um brinquedo, de um ano letivo, de um amigo etc.”.
Subsidiando as palavras de Margarida Abrantes, Faira Semá assegurou que, aliado à inspiração que o evento pretende propor aos alunos, o objetivo da “Conversa à Volta dos Livros” é criar hábitos de leitura nos participantes. Ou seja, “muitos alunos têm irmãos mais novos ou primos, então o desafio que lancei é que se tornem também contadores de histórias para esses meninos de casa, sabendo que podem ter uma influência enorme para essas pessoas”, explicou Faira Semá.

Rogério Manjate falou do processo criativo do seu livro “Wazi”, também chancelado pela EPM-CELP e concebido com a intenção de resgatar contos e histórias de Moçambique: “esta narrativa foi feita a partir do que se pretende aqui, neste encontro. Ouvi o conto na rádio, quando era miúdo, quase da vossa idade, e cresci com essa vontade de escrevê-lo, facto efetivado quando recebi o convite de Teresa Noronha”, explicou. Para Rogério Manjate, ser escritor implica necessariamente ser leitor e “para aperfeiçoar a escrita é preciso estar constantemente a escrever. Não ter medo de errar é um bom princípio”, declarou o autor, também professor de teatro.

Teresa Noronha, que também apresentou o seu livro intitulado “A Viagem de Luna”, que ganhou o primeiro prémio do Concurso Literário de Livro Infantil, promovido pela Alcance Editores em parceria com a Associação de Escritores Moçambicanos, avançou que a sua relação com os livros começou cedo, intensificando-se com a experiência da maternidade. “Quando as minhas filhas nasceram voltou o hábito de quando era pequenina: o momento de deitar era também de ouvir histórias. Começou a minha vez de dar esse mundo imaginário às minhas”, contou Teresa Noronha.

Os pequenos leitores do “8.°D”, que se juntaram em círculo na biblioteca, conhecerem a história dos três autores de livros infantojuvenis, quais os processos de escrita e criação pelos quais as suas publicações passaram e, principalmente, quais as referências e experiências de vida os autores colocam nas suas obras.

O segundo turno da “Conversa à Volta dos Livros” foi conduzido pelo autor do livro recentemente lançado “Entrelaçados”, Antero Ribeiro, juntando alunos do “12.°C”. A quarta “Conversa à Volta dos Livros” está agendada para a próxima quinta-feira (15 de novembro).

Comentar


Código de segurança
Atualizar

jornalarte quad

pontalingua quad

letraletra quad

despesc

Topo