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A EPM-CELP festejou hoje o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP no Auditório Carlos Paredes, onde uma “mesa-redonda” juntou a embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, o escritor português Valter Hugo Mãe, e o subdiretor da nossa Escola, Francisco Máximo, para debaterem a identidade e a diversidade dos povos e culturas no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Na plateia estavam alunos e professores da EPM-CELP e convidados da Universidade Pedagógica de Moçambique e da Universidade Federal do Maranhão, do Brasil.

Na abertura solene do evento, Francisco Máximo explicou que este ano a celebração da data na nossa Escola cingiu-se à mesa-redonda, ao contrário da celebrada em 2018 com um grande evento-festa, mas informou que a comemoração ocorreu “ao longo desta semana nas salas de aula, do quinto ao 12.º ano, no âmbito do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular”, sublinhando que as iniciativas realizadas colocaram os alunos na rota da descoberta dos traços culturais, da biodiversidade, da geografia, da história, da própria língua portuguesa e da literatura, entre outros aspetos, observáveis nos países da CPLP. Na senda da valorização das várias culturas e da disseminação da língua portuguesa, por exemplo em Moçambique, Francisco Máximo destacou o contributo do escritor moçambicano Mia Couto, considerando-o “exemplo paradigmático da diversidade da língua portuguesa e um obreiro na recriação da mesma”.

A embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, ao abordar a temática “O Valor Estratégico da Língua Portuguesa na CPLP e no Mundo”, lembrou aos presentes alguns factos sobre a língua portuguesa, particularmente o de ser, neste momento, o quinto idioma mais falado no mundo e o terceiro mais usado na rede social Facebook. A língua portuguesa, segundo explicou a diplomata, afirma-se também como fator fundamental na constituição da identidade nacional de cada um dos países em que o português, como língua materna, segunda ou oficial, é uma das línguas formais. Realçou, ainda, o reconhecimento que a língua portuguesa tem como “instrumento de comunicação e de trabalho em três organizações internacionais, como, por exemplo, a União Africana (UA), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC)”.

Problematizando a questão “Escrever na e para a CPLP – identidade e diversidade”, o escritor Valter Hugo Mãe, centrou-se na importância da escola na formação humana e na edificação de uma nação. “A escola é a verdadeira redenção da minha vida”, declarou o autor de “A máquina de fazer espanhóis”, alertando que a verdadeira democracia acontece no instante em que se distribui o conhecimento. E argumenta: “nunca vai haver igualdade na vida, até porque a natureza decidiu que somos diferentes. O que pode ser igual é a potenciação das nossas vontades, da nossa liberdade, das nossas diferenças. E isso faz-se através do conhecimento, da construção da autoestima. É uma força interior; é por dentro que somos iguais. Por isso, tenho muito respeito pela escola e pelos professores”.

A escola é, para Valter Hugo Mãe, um refúgio, a concretização de um sonho. A razão é que a academia foi o único lugar onde o autor se orientou humana e profissionalmente, dado o facto de ter nascido numa família com baixo nível de escolaridade e sem referências, explicou o escritor. Poético e incisivo nos argumentos, Valter Hugo Mãe afirmou que escrever através da língua portuguesa tem sido para ele uma experiência especial, porque ela tem a capacidade de criar múltiplos sentidos nas palavras, entendidas como arte.

O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, assinalado a 5 de maio, foi igualmente marcado na nossa Escola por várias manifestações artístico-culturais. Destas foram exibidos trabalhos de alunos no princípio e no fim do evento, como forma de sublinhar e potenciar o vetor que une os países da CPLP: a língua portuguesa.

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