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A “miniconferência” da “Model United Nations” (MUN) – designada internamente por EPM-CELPMUN –, realizada anteontem (12 de fevereiro) no Auditório Carlos Paredes da nossa Escola, estimulou debates e consensos entre as delegações representativas de diversos países do mundo, num ambiente simulado do trabalho desenvolvido na Organização das Nações Unidas (ONU). Com criatividade e engenho, os “mandatários de palmo e meio” demonstraram competências de investigação, seleção, tratamento e interpretação de informação, bem como de argumentação, fundamentação de ideias e construção de discurso confiante em público, ao lado da contra-argumentação e identificação de oportunidades de diálogo.

O primeiro tema da sessão - “Globalização - o mundo em crise: imigração ilegal” -, debatido por alunos do 11.º ano do ensino secundário, procurou problematizar o fenómeno da imigração ilegal em países do grupo BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e noutros como a Finlândia, Suécia, Japão e Estados Unidos de América (EUA). A análise incidiu nos aspetos económico e sociocultural, sobretudo no que diz respeito à segurança uma vez que há notícias do envolvimento de imigrantes em atividades ilegais e criminosas. No período da tarde, os alunos do 10.º ano debruçaram-se sobre o tema “Tecnologia: interrupção da vida humana - o aborto - problemas associados”, em representação de países como EUA, Espanha, Brasil, Irlanda, Suécia, Botswana, Argentina e Angola.

Projeto MUN é estrutural na EPM-CELP

De acordo com Sandra Macedo, professora do grupo disciplinar de Filosofia/Psicologia e facilitadora da atividade, os debates integram o programa, que é estrutural na nossa Escola, denominado “Model United Nations”, através do qual os alunos moderadores, do 12.º ano, agora finalistas, deixam um legado aos seus colegas sobre a postura e o diálogo no modelo de organização e funcionamento da ONU. “Os alunos fazem um trabalho de simulação de expressões usadas para pedir palavra nos diversos contextos e para aperfeiçoar os seus discursos de abertura como resultante do treino articulado desenvolvido nas disciplinas de Inglês e de Filosofia”, explicou Sandra Macedo, em aproveitamento de temáticas comuns àquelas disciplinas com ambas a recorrerem ao debate como forma de aprendizagem.

Os debates temáticos são resultado do trabalho realizado em contexto de sala de aula na articulação curricular das disciplinas de Inglês e de Filosofia. Ou seja, os alunos foram orientados para uma pesquisa ligada ao contexto real dos fenómenos em estudo, associados aos respetivos países, de modo a desenharem soluções para concertarem os problemas identificados e expostos e analisados publicamente.

A seleção de países como China, Índia, Brasil, África do Sul, EUA e Angola para assumir a sua representação pelos alunos-delegados ficou a dever-se às suas posições em relação aos problemas em debate, tal como explicou Sandra Macedo: “escolhemos países que pudessem alimentar a polémica e criar uma situação de debate mais ativa, dinâmica e problemática, de modo a alimentar a discussão e trazer alguma luz para os problemas colocados à mesa de trabalhos”.

Na disciplina de Filosofia, são propostos aos alunos matérias de estudo que lhes permita identificar e compreender problemas socialmente fraturantes e, nesse sentido, desenvolver um trabalho estimulador da flexibilidade. Esta abordagem é acompanhada e inspirada por valores de ordem ética e moral, tendo em vista perspetivar e alcançar soluções colegiais. Sandra Macedo, a este propósito, explica que “os alunos têm de assumir uma consciência ética, mas também verificar se há outros problemas associados, tais como a questão do direito penal, a legalização ou não e como a religião surge associada à cultura do país representado, ou seja, se ela domina ou influencia a política”.

Os moderadores dos debates, todos do 12.º ano, mostraram-se satisfeitos com a prestação dos seus colegas dos anos anteriores de escolaridade, a quem fizeram observações relativas, por exemplo, ao modo cortês como os mandatários devem tratar os seus pares ou à utilização da designação exata dos representantes de cada país.

A EPM-CELPMUN é um projeto de alunos para alunos no qual os professores assumem o papel de facilitadores. Amanhã, sábado e domingo alguns alunos da EPM-CELP, que participaram nesta “miniconferência”, irão participar no MAMUN (Maputo Model United Nations), a ter lugar na Escola Americana Internacional de Maputo.

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