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Com o objetivo de alcançar o pleno e igual acesso e participação na Ciência por parte de raparigas e mulheres, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução A/RES/70/212, em 22 de dezembro de 2015, declarando o 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência.

Nos últimos 15 anos, a comunidade global tem encetado diversos esforços para inspirar raparigas e mulheres a seguirem o caminho da Ciência, todavia, muitas continuam a ser excluídas de uma participação efetiva nesta área. Um estudo realizado pela ONU em 14 países, revela que a probabilidade de estudantes femininas concluírem licenciaturas, mestrados ou doutoramentos nas áreas científicas são de 18%, 8% e 2%, enquanto a percentagem de estudantes masculinos é de 37%, 18% e 6%, respetivamente.

Em Portugal, apesar dos grandes avanços ocorridos após a revolução de 25 de Abril de 1974 em matéria de igualdade entre mulheres e homens, os indicadores refletem um maior número de rapazes em áreas de estudos das Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática (CTEM) do que raparigas. Embora esta assimetria seja menos acentuada do que noutros países e, por exemplo, as portuguesas representem mais de metade das pessoas diplomadas em Ciências, Matemática e Informática, já nas Engenharias, Indústrias Transformadoras e Construção elas são ainda apenas 33%.

Desta forma, continua a assistir-se a uma segregação das ocupações profissionais em razão do sexo, muitas vezes com as mulheres a ocuparem áreas profissionais que não são tão reconhecidas, nem tão bem remuneradas.

Porque a ciência e a igualdade de género são vitais para o desenvolvimento sustentável das sociedades, é preciso incentivar rapazes e raparigas, homens e mulheres, a experimentar todas as possibilidades que a realidade oferece e, assim, poder fazer as suas escolhas de forma livre e informada.
Até à igualdade!

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