JoMUN 2020
Três alunas da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), Melissa Simões, 12.ºC, Maria Morango, 12ºA1, e Carolina Ossumane, 11ºB, distinguiram-se, recentemente, pela capacidade argumentativa em língua inglesa, empenho e decência na 18ª conferência do JoMUN (Modelo das Nações Unidas) onde, a par dos seus aliados de escolas internacionais de África, conseguiram influenciar a aprovação de uma resolução.

A delegação foi repartida em comités cuja finalidade foi resolver problemas relacionados com Direitos Humanos e política económica, englobados no tema central sobre a promoção do desenvolvimento sustentável em África. No debate, Carolina Ossumane problematizou e sugeriu soluções em representação da China, enquanto Maria Morango e Melissa Simões representaram Libéria e Zimbabwe, respetivamente, dois países que enfrentam crises nas políticas sociais e económicas.

De acordo com Sandra Macedo, professora coordenadora da representação da EPM-CELP e facilitadora do pensamento crítico dos alunos, em comparação com as edições anteriores, a conferência deste ano foi marcada por obstáculos trazidos pela COVID-19. “Não foi num contexto favorável para as interações humanas, mas mostramos que temos capacidade para ultrapassarmos barreiras. Num balanço geral, a expetativa era grande porque era a primeira vez que decorria uma conferência no modelo online”, explicou a docente, sublinhando que “as nossas alunas se distinguiram pela capacidade de argumentação e pelo trabalho prévio,
bem preparado, conforme o `feedback´ dos comités em que estavam inseridas”.

JoMUN 2 2020Quem igualmente avaliou positivamente a sua participação na conferência foi Melissa Simões. A aluna contou que “foi uma mistura de emoções, desde o saber tudo aquilo que queria pôr na mesa durante o debate, até o ficar sem saber o que dizer por conta dos nervos. O apoio dos nossos professores, que estavam dentro e mesmo fora das salas a acompanhar-nos, foi extremamente importante para mim, bem como representar a República do Zimbabwe, pois é um país que está a passar por problemas, mas com capacidade para ultrapassá-los”.

Para Melissa, apesar de a conferência ter sido na plataforma “Zoom”, a experiência foi gratificante, sobretudo o facto de ter estado a encarrar desafios de outros países e das Nações Unidas.

Estreante na conferência, a aluna Carolina Ossumane não escondeu a sua felicidade por ter participado no JoMUN, mas, acredita, “iria aproveitar mais e conhecer melhor as pessoas da conferência se tivesse sido presencial”. Segundo contou a estudante, debater China, um dos países mais desenvolvidos do mundo e com opiniões divergentes sobre os Direitos Humanos, deu-lhe a oportunidade de desenvolver um pensamento crítico e melhorar o seu debate. E argumenta: “participar nesta atividade ajudou-me também a ver o mundo de outra forma, pois, apesar de nem todos partilharmos a mesma opinião sobre tudo, não quer dizer que os outros estejam errados”.

A 18ª conferência do JoMUN (Modelo das Nações Unidas) decorreu entre 17 e 19 de setembro em vários pontos de África. A monitoria foi feita pela Escola Americana de Joanesburgo.

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