O menino que odiava números webCelso Cossa revelou ao público, na última segunda-feira, 30 de novembro, na Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), o rosto de “O Menino que odiava os números”. Vencedor da nona edição do prémio BCI de Literatura 2019, para além de ter marcado uma viragem nas distinções literárias e na valorização da literatura infantojuvenil em Moçambique, o livro surpreende, agora, pela criatividade, aliada às ilustrações de Luís Cardoso, e pelo enredo e personagens, tão conseguidos quanto animadores.

O livro de Celso Cossa é versátil, as suas páginas carregam uma narrativa imaginária e nela se cruzam a história, a imaginação e o desejo. É sobre a matemática criativa, a frustração infantil, a cumplicidade, o amor, os desafios, a persistência… e tem, nas suas 102 páginas, um golpe de magia numérica, quando, com delicadeza e simplicidade, transforma figuras em criaturas geométricas, mostrando que, afinal, os números não são assim “bichos-de-sete-cabeças”.

De acordo com o apresentador da obra, Eduardo Quive, “O Menino que odiava números” é uma obra que tem vida própria e que vai, certamente, moldar várias vidas”. É, na verdade, o que afirmou o jornalista José dos Remédios, em fevereiro passado, dias antes da revelação do prémio BCI, numa análise sobre as obras concorrentes: “O menino que odiava números não só é o melhor livro publicado no ano passado como é dos melhores publicados nos últimos anos em Moçambique”.
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Durante a cerimónia de lançamento, Celso Cossa lembrou: “escrever um livro não é fácil, é preciso aprender a estar só, mesmo estando acompanhado; publicar um livro não é fácil, é preciso ter uma referência, dinheiro no bolso ou vencer um prémio; vencer um prémio literário não é fácil, é preciso saber que o mais importante de tudo é escrever, mesmo que a publicação nunca chegue e o prémio seja a mais absurda das miragens”, disse.

A presidente da Comissão Administrativa Provisória da EPM-CELP, Dina Trigo de Mira, afirmou que apostar na literatura e na literacia, sobretudo através da publicação de livros infantojuvenis, foi o seu maior foco durante os 14 anos em que esteve a dirigir a EPM-CELP, pois “o desafio é conseguir que os jovens se interessem pela leitura. E este desafio é de todos nós, educadores. Não adianta publicar livros se estes forem objetos inertes, presos a uma estante ou biblioteca. O livro tem de comunicar, tem de ter vida, ter de despertar emoções, fazer rir e fazer pensar”.

A cerimónia do lançamento de “O Menino que odiava números” contou com a presença da Cônsul-Geral de Portugal em Maputo, Maria Manuel Morais e Silva, da Embaixadora de Portugal em Maputo, Maria Amélia Paiva, representantes do Ministérios da Cultura e Turismo e da Educação e Desenvolvimento Humano, professores da EPM-CELP, escritores e amigos do autor.

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