As emoções das celebrações do 26.º aniversário da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) ainda ecoam muros adentro. Mesmo depois do encerramento oficial, na última sexta-feira, 30 de janeiro, com a sessão solene que reuniu representantes dos Governos de Moçambique e de Portugal, do corpo diplomático, da comunidade educativa e de parceiros institucionais, permanece no ar uma sensação de continuidade, com o Mural “Celebrar a Escola no 26.º aniversário” ainda a espelhar gratidão.
Na sessão solene, ouviram-se palavras que ajudam a desenhar o retrato público da instituição: “escola de sucesso”, “escola aberta”, “escola de excelências”, “o melhor de Portugal”. Expressões proferidas pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ana Isabel Xavier, e pelo Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, que reconhecem o percurso, a consistência e a missão de uma escola que, ao longo de mais de duas décadas, se afirma como espaço de diálogo entre culturas, saberes e gerações.
Mas, se o discurso institucional constrói o horizonte, foi nos gestos simples que a celebração ganhou corpo e intimidade. Desde o primeiro dia das comemorações, a parede vermelha da cantina transformou-se num lugar de escuta. Ali nasceu o Mural “Celebrar a Escola no 26.º aniversário”, onde alunos de vários ciclos foram convidados a deixar mensagens, pensamentos e afetos. Um convite aberto, sem guião nem solenidade, que fez da celebração uma construção coletiva de memórias.
O mural cresceu como crescem as coisas vivas, em camadas, cores e caligrafias diferentes. Papéis verdes, rosas, amarelos e laranja cobrem a parede com frases curtas, desenhos, corações, estrelas, desejos e agradecimentos. Há mensagens que falam de felicidade, outras de aprendizagem, algumas de sonhos ainda por cumprir.
Há quem desenhe a escola, quem escreva o nome com orgulho, quem agradeça aos professores, quem simplesmente diga que gosta de cá estar. Tudo isto, em conjunto, compõe um retrato mais íntimo da EPM-CELP, aquele que sustenta o quotidiano, o pulsar e o sentir de uma instituição que constrói o seu dia a dia e o futuro de mãos dadas com a formação holística dos seus alunos e o cuidado com todos e para todos.
Se as paredes, as salas, os campos e os jardins da EPM-CELP pudessem falar, diriam certamente: “Sawubona” (Eu vejo-te!)... Os sons dos risos, da alegria, de uma escola viva e aberta ao mundo, as memórias vívidas e as mais longínquas, de todos os que passaram pela escola, que nela cresceram e aprenderam, responderiam: “Shikoba!” (Eu sou, porque tu és!).
