A projeção de documentários, com testemunhos diversos, sobre a francofonia em diferentes temáticas, como cultura, desporto, história e património, bem como exposições e momentos musicais, marcaram o quotidiano da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), entre os dias 16 e 23 de março.
As atividades, que culminaram com a entrega de diplomas DELF, tiveram como eixo central a celebração da Semana da Francofonia, cuja missão é, segundo a professora de Francês, Faira Semá, afirmar a língua francesa como instrumento de comunicação e de aproximação entre povos.
A programação incluiu ainda um momento literário, com alunas do 7.º ano a declamarem o poema «Homme de couleur», de Léopold Sédar Senghor. A sessão encerrou com a atuação da professora Vanessa Coelho, que interpretou o clássico «La Vie en Rose», de Édith Piaf.
No âmbito destas celebrações, que este ano decorreram sob o tema da Inteligência Artificial, realizou-se, a 23 de março, a cerimónia de entrega dos Diplomas de Estudos em Língua Francesa (DELF), bem como de certificados às turmas do 8.º ano, pela sua participação na atividade La Chandeleur, a tradicional festa dos crepes.
O valor angariado com a venda de crepes foi canalizado para o Projeto Mabuko Ya Hina, para a aquisição de cerca de 70 exemplares de literatura infantojuvenil destinados à Biblioteca da Escola Primária e Completa Polana Caniço B. A iniciativa envolveu estudantes das turmas A, B e C do 8.º ano da EPM-CELP, que mobilizaram aproximadamente 30 mil meticais. A entrega dos livros teve lugar no dia 24 de março.
O DELF, reconhecido internacionalmente, constitui uma certificação válida para o acesso ao ensino superior em França, bem como para oportunidades de emprego em organizações francófonas. O diploma, emitido pelo Ministério da Educação de França, não possui prazo de validade e, em Moçambique, apenas duas instituições estão habilitadas a certificar o exame: o Instituto de Línguas e o Centro Cultural Franco-Moçambicano.
