O átrio principal da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) transformou-se, na noite de ontem, num espaço de encontro entre criatividade, aprendizagem e expressão artística, com a inauguração da exposição “Artes e GD”. A sessão contou com a presença de professores, alunos, elementos da Comissão Administrativa Provisória (CAP), pais e encarregados de educação.
A mostra reúne trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano letivo em contexto de sala de aula e cruza diferentes técnicas, linguagens visuais e experiências criativas. Entre desenhos, exercícios de geometria descritiva, trabalhos tridimensionais, experiências em multimédia, reutilização de sucata, estudos anatómicos, composições plásticas e instalações construídas pelos próprios alunos, a exposição revela, mais do que exercícios académicos, processos de descoberta, experimentação e construção de identidade artística.
De acordo com Inês George, professora de Artes Visuais, a exposição reúne trabalhos de três turmas: duas do 11.º ano, turma A2 de Ciências e Tecnologias, e A3 de Artes, e uma do 12.º ano de Artes. A docente destacou que a iniciativa nasceu da vontade dos próprios estudantes em partilhar aquilo que produzem nas aulas. “Os alunos de Artes gostam sempre de mostrar as suas produções em aula e, no fundo, aquilo que vemos aqui são trabalhos feitos em contexto de aprendizagem”, afirmou.

Além da exposição, a cerimónia serviu igualmente para reconhecer alunos distinguidos em concursos nacionais e internacionais ligados à arte, robótica, drones e pensamento computacional.
Na ocasião, Luísa Antunes, presidente da CAP da EPM-CELP, destacou a preocupação da escola em proporcionar uma formação abrangente aos estudantes. “Nós temos sempre a preocupação de proporcionar aos nossos alunos uma formação o mais holística possível, dando-lhes a possibilidade de terem acesso à formação nas áreas do desporto e das artes”, afirmou.
A responsável sublinhou ainda a importância da participação dos alunos em iniciativas externas e concursos internacionais, defendendo que estas experiências estimulam criatividade, pensamento crítico e contacto com diferentes áreas do conhecimento.
Entre os destaques esteve o desafio internacional Bebras, dedicado ao pensamento computacional e matemático. “Temos muito orgulho em dizer que tivemos muitos alunos bem classificados neste concurso internacional. Foram cerca de 150 alunos bem posicionados”, referiu, acrescentando que os certificados serão posteriormente entregues nas respetivas salas de aula.

Durante a visita guiada à exposição, os estudantes conduziram o público pelos diferentes núcleos da mostra, explicando processos criativos, materiais utilizados e exercícios desenvolvidos ao longo do ano. A aluna Shayrah Suleimane, do 11.º A2 de Ciências e Tecnologias, apresentou um dos trabalhos tridimensionais expostos. “Foi um projeto em que tínhamos de criar um enunciado e depois resolvê-lo. Pudemos usar a nossa criatividade para inventar diferentes composições com cartolinas”, contou.
Já Melanie Bay, do 11.º A3, guiou os visitantes por trabalhos ligados aos elementos da linguagem plástica, campanhas de sensibilização sobre o HIV/SIDA, produções de oficina de artes, reutilização de sucata e exercícios preparatórios para exames. “Temos trabalhos feitos no 10.º ano para treinar elementos como a linha, textura e composição. Depois temos também produções feitas com sucata, exercícios de anatomia, desenho à vista e trabalhos inspirados em bailarinas, onde cada aluno pôde usar a sua criatividade”, explicou.
Entre conversas e diferentes experiências visuais, a sessão terminou com a primeira atuação vibrante, da Banda Fragmentos, recentemente formada por alunos e professores da Escola.

