O que pode haver de filosófico numa cadeira, numa bola de futebol ou numa simples garrafa de água? Para os alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), a resposta surgiu nas histórias, nos significados e nas perguntas que cada objeto foi capaz de despertar.
Na passada sexta-feira, 29 de maio, o átrio principal da Escola transformou-se num espaço de reflexão e partilha durante a atividade “Objetos Filosóficos”, que reuniu alunos da turma E do terceiro ano, numa experiência em que a filosofia habitou os objetos mais comuns do quotidiano.
Nas mãos dos participantes surgiram uma bola de futebol, um quadro, uma cadeira, um livro, uma boneca de peluche, uma garrafa de água e outros objetos aparentemente banais, que, à medida que as apresentações avançavam, revelavam significados muito mais profundos.
Um dos alunos levou um quadro porque sonha ser professor. Outro, escolheu um boneco oferecido por uma prima, transformando-o numa forma de falar de memória, afeto e gratidão. Houve quem apresentasse uma cadeirinha para refletir sobre o próprio crescimento e quem recorresse a uma bola de futebol para falar de esforço, persistência e objetivos de vida. Até uma simples garrafa de água mineral e uma pedra serviram para pensar e refletir sobre conceitos como necessidade, força, resistência e superação.
A proposta era simples: mostrar que os objetos não são apenas aquilo que aparentam ser, podendo também funcionar como símbolos, metáforas e pontos de partida para questionar o mundo.
Ao longo da sessão, os alunos foram desafiados a explicar ideias filosóficas complexas de forma acessível aos colegas. A tarefa exigiu criatividade, capacidade de comunicação e uma reflexão adicional sobre os próprios conceitos trabalhados nas aulas.
